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Brasil

Covid-19: Fiocruz revela aumento de casos no Nordeste e a queda no Centro-Sul

O principal ponto de atenção na atualização em relação à Covid-19 é o Nordeste

Publicada em 19/12/23 às 11:38h - 24 visualizações

Gustavo Varela


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Covid-19: Fiocruz revela aumento de casos no Nordeste e a queda no Centro-Sul
Nesta atualização, nove estados apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí e Rondônia  (Foto: Reprodução)

Divulgado nesta quinta-feira (14), o Boletim InfoGripe mostra a permanência dos cenários variados no quadro das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) por Covid-19 no país. Assim como na última publicação, os estados do Centro-Sul brasileiro apresentam sinal de queda, enquanto vários do Nordeste indicam aumento no número de novos casos da doença. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 49, de 3 a 9 de dezembro, a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 11 de dezembro. 

O principal ponto de atenção na atualização em relação à Covid-19 é o Nordeste. A Bahia - que foi o primeiro estado a registrar aumento nos casos recentes da região - passa por uma desaceleração, mas ainda mantém crescimento no número de novas ocorrências. Outro estado que chama atenção é o Ceará, pois há um ritmo mais acelerado de crescimento semana após semana, apesar de ter iniciado um pouco após os demais. Maranhão, Paraíba e Pernambuco ainda possuem um sinal inicial de um aumento recente nos casos, principalmente em idades avançadas. 

Já no Centro-Sul brasileiro, não há mudança no cenário anterior e o sinal continua de queda no que diz respeito à Covid-19. Minas Gerais apresenta interrupção no crescimento e está em fase de estabilidade no número de casos. Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, que haviam apontado um leve aumento recentemente, estão classificados agora apenas como oscilação, diz o pesquisador do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes. 

Nas últimas oito semanas, a incidência e mortalidade de SRAG mantém o padrão típico de maior impacto entre crianças pequenas e idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 mantém o cenário de maior impacto nas crianças de até dois anos e na população a partir de 65 anos de idade. Outros vírus respiratórios com destaque para a incidência de SRAG nas crianças pequenas são o VSR, rinovírus e adenovírus. Já a mortalidade da SRAG tem se mantido significativamente mais elevada nos idosos, com predomínio de Covid-19. 

Com isso, Gomes relembra a importância da vacinação, especialmente para esse grupo e com a orientação de nova dose.

Continuamos fazendo a convocação para se manterem vacinados. Estamos com a recomendação de uma nova dose para a população especialmente dos grupos de risco, ou seja, pessoas de idade avançada e imunocomprometidos. É fundamental que a gente esteja em dia com a vacina para manter a nossa proteção a mais elevada possível por conta do cenário atual”. 

Estados e capitais 

Nesta atualização, nove estados apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí e Rondônia. 

Há sinal de aumento na Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco em relação à SRAG por Covid-19. No Maranhão, Paraíba e Pernambuco, o volume ainda é relativamente baixo e o ritmo de crescimento é leve, indicando possível início de ciclo. Em Minas Gerais, mantém-se o sinal de platô, ainda sem indício claro de queda. No Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí e Rondônia, trata-se apenas de oscilação. 

Entre as capitais, dez apresentam sinal de aumento: Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Teresina (PI) e Vitória (ES). 

Em Fortaleza, João Pessoa e Salvador, o cenário é decorrente da Covid-19, especialmente na população de idade avançada. Em Aracaju e Maceió, o sinal atual pode indicar possível início de ciclo, embora o volume de casos ainda seja relativamente baixo e o crescimento seja apenas incipiente. 

No Rio de Janeiro, o crescimento recente se concentra em crianças entre dois e catorze anos de idade, o que não sugere associação à Covid-19. Situação similar se observa em Curitiba. 

Já em Campo Grande, Florianópolis, Teresina e Vitória, a análise por faixa etária sugere tratar-se apenas de oscilação. 

Resultados positivos de vírus respiratórios e óbitos 

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de: influenza A (1,3%); influenza B (0,3%); vírus sincicial respiratório (13,3%); e Sars-CoV-2/Covid-19 (61,6%). 

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos foi de: influenza A (0%); influenza B (0,6%); vírus sincicial respiratório (0%); e Sars-CoV-2/Covid-19 (95,5%). 

Referente ao ano epidemiológico 2023, já foram notificados 168.852 casos de SRAG, sendo 66.692 (39,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 85.973 (50,9%) negativos, e ao menos 7.571 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os casos positivos do ano corrente, 7,1% são influenza A; 3,7% influenza B; 33,1% vírus sincicial respiratório (VSR); e 34,6% Sars-CoV-2 (Covid-19). 

Referente aos casos de SRAG de 2023, independentemente da presença de febre, já foram registrados 10.744 óbitos, sendo 5.540 (51,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 4.465 (41,6%) negativos, e ao menos 196 (1,8%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 8,9% são influenza A; 4,5% influenza B; 6,8% vírus sincicial respiratório (VSR); e 73,0% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 0% influenza A; 0,6% influenza B; 0% vírus sincicial respiratório; e 95,5% Sars-CoV-2 (Covid-19). 
 
Por: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  




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