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Vereda Grande: Operação do MPRN combate esquema de lavagem de dinheiro para organização criminosa

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades potiguares de Natal e Assú, e ainda em São Paulo

Publicada em 31/07/25 às 08:36h - 71 visualizações

Gustavo Varela/Assú Todo Dia


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Vereda Grande: Operação do MPRN combate esquema de lavagem de dinheiro para organização criminosa
A ação contou com o apoio da Polícia Militar potiguar e do Ministério Público e das Polícia Civil de São Paulo  (Foto: Divulgação/MPRN)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (31) a operação Vereda Grande. A ação visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro para uma organização criminosa com atuação no Estado. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades potiguares de Natal e Assú, e ainda em São Paulo (SP).

A investigação apura a integração de suspeitos à organização criminosa Sindicato do Crime e a prática de lavagem de dinheiro.

O grupo utilizava contas bancárias de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, para movimentar e ocultar valores obtidos com atividades ilícitas, principalmente o tráfico de drogas. A análise dos dados bancários revelou transações financeiras milionárias incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.
A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRN busca atingir o núcleo financeiro da organização criminosa, enfraquecendo sua capacidade de financiar atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a compra de armas.
O MPRN iniciou a apuração para desmantelar o braço financeiro da organização criminosa, buscando cessar a dissimulação de ativos provenientes das atividades do grupo. A investigação constatou que os suspeitos não possuíam renda lícita ou apresentavam rendimentos formais muito baixos que não justificavam as altas quantias movimentadas em suas contas, o que levantou fortes indícios da prática de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

A operação Vereda Grande é um desdobramento da operação Sentinela, também do MPRN, que investigava a atuação de uma mulher, já denunciada por integrar a mesma facção criminosa. Foi a partir de um Relatório de Informações Patrimoniais produzido na Sentinela que se descobriu uma transação suspeita entre ela e um investigado na operação Vereda Grande, no valor de mais de R$ 300 mil em apenas dois meses, dando origem à nova apuração.

As investigações apontam que a conta bancária desse homem era uma das principais no esquema, sendo utilizada por terceiros para as atividades da organização criminosa. Familiares dele também são investigados por envolvimento, pois compartilhavam o mesmo e-mail e endereço de cadastro e realizaram diversas transações suspeitas. Outras pessoas também são investigadas e foram alvos dos mandados.

A desproporção financeira dos investigados ficou evidente nos autos. O homem apontado como cabeça desse esquema, que já teve passagem pelo sistema prisional e não possui fonte de renda lícita registrada, movimentou mais de R$ 1,1 milhão entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2024. No mesmo período, uma outra investigada, com renda declarada de aproximadamente R$ 1.600, transacionou um total superior a R$ 1,3 milhão. Outros investigados também eram beneficiários de programas sociais do Governo Federal, como o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar potiguar e do Ministério Público e das Polícia Civil de São Paulo. O cumprimento dos mandados da Operação Vereda Grande contou com a participação de dois promotores de Justiça do MPRN, 11 servidores do MPRN e o apoio de 20 policiais militares do Rio Grande do Norte.

Foram apreendidos dinheiro, equipamentos eletrônicos, cartões de crédito e documentos. O material apreendido será a analisado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)com o objetivo de aprofundar as provas sobre o esquema de lavagem de capitais, identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e delimitar a responsabilidade de cada investigado.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Norte




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